Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cinema. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O triste fim de um Vampiro....

O triste fim de um vampiro….
O filme deve ser legal… O primeiro foi legal… Não é seu típico filme de vampiro. Muito pelo contrário. Brainstoker fazia uma analogia ao sangue, este que vem com a atividade sexual feminina, e tem na “Virgem” o seu ícone, contando sobre o sedutor que vai em busca dessa virgindade, pois seu sangue já é morto…No antigo Drácula, sempre o hipnótico sedutor é uma terrivel ameaça para as donzelas. Já os Vampiros de Twilight passam sérias crises de consciencia. Isso porque as meninas querem a mordida. Cobram a mordida. Sonham com ela a acordam em busca de realiza la. É mudança dos tempo. Os pobres Vampiros acabam se apaixonando e perdem até a sede… Tudo OK… Agora a reclamação… O filme só sai no fim do ano e os fanaticos de carteirinha (incluindo as virgens) já tão irritando!!!!




quinta-feira, 28 de maio de 2009

Novidades para a 5d mark 2!!!!


canon5dmkii.jpg Novidades no mundo dos gadgets. Quem gosta de captação de imagens certamente sabe do barulho que a 5D mark 2 fez no mercado. Uma camera fotográfica com capacidade de gerar vídeos HD com grande resolução, ótica vinda das 35mm e totalmente portatil. Essa fusão do mundo da fotografia digital e do cinema digital já esta sendo esperada a um tempo, basta ver uma matéria que postei ano passada chamada  Voltando aos futuros bons velhos tempos . Até ai não contei novidade nenhuma!!! Hehe… o caso é que a camera veio valente, mas com algumas limitações bem problemáticas, como, por exemplo, a falta de ajustes manuais de exposição, abertura e velocidade. Ai que vem a novidade. A Canon soltou a noticia, na midia especializada, que a partir de 2 de junho, um update no firmware da camera, sem custos, vai resolver esses 3 problemas. ”The firmware update will include the following manual controls when shooting video:* Full aperture selection* ISO speed: Auto, 100 – 6400 and H1* Shutter speed: 1/30th – 1/4000th second” Ta ai…mais motivos pra usar a 5d…camerinha porreta!!!!bjos 

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pesadelo!!!!

Tem certas coisas que acontecem com a gente que parecem saidas de um sonho, outras de um pesadelo. Certamente não parecem desse planeta…Vejam se é possivel… Bjos… 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Pico Fever!!!


picture-1.png Pico é o nome usado para os projetores de imagens que cabem na palma da mão. Isso mesmo. Uma série deles já estão sendo comercializados, inclusive como acessórios em telefones celulares. Aqui vai o exemplo de um, o Optoma PicoEle consegue projetar uma tela de até 60 polegadas com boa luminância (num ambiente escuro, como qualquer projetor). Essa grande mudança acontece por causa dos LEDs. Esse tipo de iluminação esta realmente revolucionando por sua eficácia, durabilidade e baixo consumo. Quem ai tem um celular que pode passar filmes para uma sala com umas 30 pessoas??????




quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Os curiosos efeitos de Benjamin Button…

Por favor, se você não viu o filme, não leia esse post. Vou contar o fim do filme. Pior, vou contar uma das coisas que mais me impressionou no filme. E o mais interessante. Impressionou bem depois de ver o filme… Bom… Sou suspeito pra falar do Davir Fincher (seven, clube da luta, zodiac) pois sou fâ inveterado. Juntando um roteiro de Eric Roth (Forest Gump), a coisa complica mais ainda. Sou suspeito, suspeito, suspeito. Em primeiro lugar, um filme americano dos bons, usando o que os americanos tem de bom no cinema. A qualidade em contar histórias. A Riqueza de suas dramaturgias. Uma curiosidade do filme, é que roda de mão em mão desde os 90, e diretores como Ron Howard abriram mão do filme por ser “impossível de fazer”. O homem que nasceu velho e cresceu até virar um bebe realmente não é uma fácil de fazer. Quando assisti o filme confesso que cheguei a ficar meio impressionado com o trabalho. A maquiagem, os efeitos (sei lá que efeitos) e o acting do Brad Pitt eram de ficar de boca aberta. Isso já é motivo pra escrever sobre o filme. Porem, esta semana me deparei com algo chocante. Descobri a quantidade e o método dos efeitos usados no filme e isso me assombrou. O filme é tão delicado que vc só imagina que existem efeitos pois o que vc vê é um absurdo impossivel. Não existe, portanto tiveram que criar. O que eu não imaginava é a quantidade de 3D usado… Pela primeira vez em um longa metragem de cinema, um homem foi recriado por computador, totalmente!!!Dêem  uma olhada no material que a Digital Domain, uma das várias casas de efeitos que tabalhou no filme, soltou para mostrar o trabalho. É incrível o resultado. Se você não viu e leu o post, me perdoe. Tenho certeza que vai ver o filme com outros olhos…



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Um 2009 maravilhoso para todos vocês meus amigos!!!

Vamos começar o ano com o pé direito. Suspeitamente, para isso, acabo falando de filme ou gadgets. Nada posso fazer, são vícios meus. Ontem vi um filme que vale muito assistir e gostaria de indicar. "The Curious Case of Benjamin Button" é impressionante!!! O filme trata da vida de Benjamin, que nasce velho e vai crescendo até virar um bebe.  Não indico só porque sou fã inveterado do David Fincher (diretor de clube da luta, seven, zodiac, the game) ou porque o trabalho de atuação, munido de uma maquiagem e efeitos incriveis, chegam a incomodar de tão reais. Indico porque é um daquele que carregam a melhor arte dos americanos, a arte de contar histórias. É uma grande história com uma moral linda (que eu não conto pra não estragar o filme). Não é a primeira vez que Eric Roth (Forest Gump) nos conta uma grande História. Alguns podem achar um pouco lento...mesmo assim vale muito!!!! Bom filme e um incrível ano...
bjosssss


sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Chegou!!!






Aos que leram o meu post " de volta aos futuros bons tempo" onde eu coloquei a futura convergencia da fotografía digital e do cinema digital, com o fim do vídeo como o conhecemos, parecia uma coisa para um futuro um pouco distante... isso foi em abril desse ano. O motivo da matéria era entender a convergencia entre as cameras de cinema digital, que cada vez ficam mais parecidas com as cameras fotográficas digitais e vice versa. Na época da matéria meus exemplos para falar de cinema digital (fotos digitais por segunda) eram a RED e a casio EX-F1. Depois escrevi um post com o lancamento da Canon D5... mais um avanço na convergencia... Agora a própria RED anuncia para o ano que vem, o fechamento de ciclo. A convergencia chegou literalmente. As novas Epic e Scarlet Tem um raciocínio novo...novíssimo. Fotografias por segundo. sensores que chegam a 28k ( ( 28 mil linhas horizontais) !!!!! Pra se ter uma ideia , o HD incrivel de hoje tem 1k (mil linhas horizontais). Usando as qualidades da fotografia vinculadas ao movimento, essa turma vai conseguir chegar em niveis nunca antes alcançados. O maior negativo usado até hoje foi o 70mm... Se a coisa continuar assim... Isso vai ser realmente coisa do passado.....
bjos e boa semana....

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Depois não falem que eu não disse....





Numa matéria que fiz em julho desse ano chamada "Voltando aos bons velhos tempos", falei da convergência entre fotografía e cinema (fotografías por segundo). Mais um novo brinquedo vem trazendo esse elo, que fica cada vez mais forte. A EOS 5D Mark II é uma força bruta falando em fotografía. São 21.1 megapixels com a qualidade da Canon. Agora o que a carrega para esse post é sua capacidade de fazer filmes em HD. 1080p pra ser mais preciso. Pra ser mais preciso ainda, Quicktime 1080p H.264 de 38.6 Mbits/sec. É bastante qualidade...pelo visto essa convergência não tem mais volta...E jajá ta ai a Scarlet, da Red. Quem viver, verá!!!

assistam esse link com um filme teste feito com a Canon

http://www.vincentlaforet.com/

bjos e boa semana....

domingo, 5 de outubro de 2008

o Cara!!!!




Acho que a primeira vez em que me senti encurralado na minha pequena poltrona diante de uma tela gigante de onde, as vezes, não conseguimos conter nossos sentimentos, foi em guerra nas estrelas. Mais precisamente na abertura. Mais precisamente falando, com a música da abertura. Aquela que todos conhecem. No dia em que vi a estréia do filme em São Paulo, eu ainda não conhecia. Ninguém aqui conhecia. Por isso posso dizer que a primeira pessoa a falar comigo no cinema e que me fez me apaixonar por essa grande Mídia, foi John Williams. Horas depois já não era mais ele, era o George Lucas...Anos depois, já estudando cinema, era o Bernard Herrmann, e assim vai, mas falando por mérito, tenho que admitir que o título de "O cara" acabou ficando com Williams que foi o primeiro (aquele que a gente nunca esquece) e continua sendo o melhor. Não é atoa que foi indicado apenas 45 vezes ao Oscar. Aqui vai um vídeo sobre seu processo em " Memórias de uma Gueisha ", uma de suas peças mais tocantes, ou seria a trilha da "Lista de Shindler"??? Sei lá.." O cara" é realmente difícil de classificar. Bom...aproveitem esses momentos...bjos e boa semana...

domingo, 28 de setembro de 2008

Njornadas tb é cultura!!!





É... o Njornadas tá um sucesso. Que projeto bacana!!! Agora Estamos no terceiro episódio, o qual me faz contar uma
história que não entrou. Pena que não entrou. Muito boa. Se vocês assistiram o episódio, conheceram o Sr. Benê, projecionista do Gemini. Se não, dêem uma olhada no Youtube ou no site da Njornadas. Ele me contou algo que alguns já sabiam, mas eu não. Me contou que o chapéu do Indiana Jones foi feito no Brasil, mais precisamente em Campinas. Um belo dia seu chefe pede para que ele faça uma projeção especial para uma só pessoa, de " Os Caçadores da arca perdida" . Após a projeção, aparece o homem para conhecer a sala de projeção. O Chefe comenta que ele era a pessoa que fez o chapéu do indiana Jones. Benê não acredita e chama o chefe de piadista. O homem vai até o carro e volta com o chapéu. Benê fica impressionado mas continua um pouco incrédulo. Depois de semanas (não era época da WEB) ele vê uma foto do homem e verifica que ele realmente tinha criado o ícone pelo qual o Caçador de aventuras é conhecido até hoje...Vejam só...e essa é só uma das histórias do Sr. Benê, que já trabalhou no comodoro (CINERAMA), já transformou a sala de cinema em uma boate em "Os embalos de Sabado a Noite" e já viu praticamente todos os filmes que nós já vimos, só que antes de nós...
Njornadas tb é cultura!!! Bjosss e boa semana a todos...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Trabalhar pode dar muito prazer...


Ando postando pouco... porque ando correndo muito... muito mesmo. Que bom que é pra fazer o que eu gosto. Que bom que é pra fazer algo que me da prazer. Estou envolvido num projeto para a NOKIA chamado NJornadas. É conteúdo que entra na TV aberta e fechada, passa pelo Youtube e chega num site incrível onde colorimos o mapa de São Paulo com fotos, vídeos e sons. Pode ser trabalhoso mas da vontade de fazer mais...Dêem uma olhada...Bjossss....



domingo, 14 de setembro de 2008

Ghost world..





Belo filminho... lançou a hoje top Scarlett Johansson... Belo filminho sobre um quadrinho nada conhecido aqui no Brasil. Agora o que mais guardei do filme foi o começo. Mais precisamente o músic vídeo que assina o começo do filme. Muito antes do mundo acidental dar créditos a bollywood e seu universo peculiar e para a música jovem da India, Mohammed Rafi já fazia sucesso na terra de titio Sam. Coberto por uma máscara, não por vontade própria, mas pelo "cuidado" dos produtores em não chocar o público americano com rostos não familiares, Rafi gravou seu sucesso "Jan Pehechan-Ho" em um filme incrivel!!!! Tanto que o pessoal cool da revista ghost world usou essas imagens para abertura do seu longa metragem. Espero que se deliciem... Bjossss

domingo, 20 de julho de 2008

Materia divulgada na revista eletrônica "O Grito!"

É bom saber que a web serve pra unir pessoas com interesses parecidos. Esse foi o meu caso com o diretor de arte da revista eletrônica "O grito". Com um conteúdo digno de ser comentado, a revista de meu amigo Wagner Beethoven publicou uma matéria incrivel sobre a cultuada diretora Lucrecia Martel, em sua passagem pela Feira Literária de Paraty... repito essa matéria aqui como foi postada, afim de que conheçam o gosto do pessoal lá do Recife...

"O CINEMA À DERIVA DE LUCRECIA MARTEL
Diretora argentina fala sobre seu novo filme La Mujer Sin Cabeza, rejeita a classificação que os críticos dão aos seus filmes e afirma que seu cinema não carrega simbolismo algum
Por Conrado Roel (texto e fotos), especial para O Grito!, de Paraty

“Na conversa, a pessoa que fala se dissolve. Como algo que vai se modificando enquanto fala. Fui me dando conta disto enquanto trabalhava, nos filmes. A fala é uma coisa muito rica, uma propriedade que não se pode ser tomada, nem diminuída. Como está o mundo atualmente, é uma das poucas coisas que nos resta. Algo que está fora do sistema. É o que permite a existência daqueles momentos em que a particularidade do indivíduo brilha”.

Não. Este não é um rascunho esquecido acidentalmente. A reprodução de falas dispersas e reordenadas acima é uma ousadia do redator na tentativa de ilustrar um princípio que a cineasta argentinaLucrecia Martel aplica na construção de suas narrativas. Trata-se de elementos que constituem a oralidade e que ela identificou como marcantes em seus filmes, estando presentes na maneira como ela articula os pensamentos, materializados em imagem e som. Tanto que afirma ter assumindo o resultado como um sistema de trabalho. Cortês e acessível, Lucrecia não esconde a inquietação que deve ter lhe conduzido à percepção de mundo retratada em seus filmes, em que seres humanos se escoram em fiapos de uma realidade construída por eles mesmos, na tentativa de oferecer algum sentido ao cotidiano. Situações que ficam mais evidentes justamente nos momentos em que se suspeita de que nem tudo é o que parece.

No hotel em que esteve hospedada em Paraty (RJ), como uma das convidadas da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano, ela recebeu a equipe de reportagem na hora marcada. Cumpriu o tradicional ritual de troca de amenidades, comum nestas circunstâncias, sentou-se de pernas cruzadas sobre a cadeira e consultou se os presentes a acompanhariam no chá, que bebeu enquanto conversava. Mas a cineasta se mostrou realmente à vontade quando pôde abordar a esfera das idéias. “As vezes a pessoa fala em uma idade que não tem. Na conversa, está se dirigindo à outra pessoa, mas ao mesmo tempo evoca outras, que não estão presentes ali na hora da conversa. Mistura presente e passado”, explicou, conceituando a abordagem como uma “deriva” de pensamentos que traduziriam a condição humana retratada por ela. Ou ao menos aquela que lhe interessa, conduzida por uma consciência atravessada por superposições, substituições e uma infinidade de misturas de referências tomadas no dia-a-dia das pessoas e que lhes delineiam a forma como vêem o mundo. “Para mim é interessantíssimo, como uma estrutura narrativa para o cinema”, apontou.

É uma aposta consciente da cineasta, justificada em um raciocínio estético completo, que mobiliza ao mesmo tempo forma e conteúdo. “Se quisermos transcrever o que estamos conversando agora, fica muito difícil captar as nuances, as intenções, só pelo texto. Na fala, a ligação com o conteúdo é muito mais forte que na escrita. O tom de voz, a empostação, o ritmo, são ligados ao conteúdo das palavras. Mas, por exemplo, um ator quando decora um texto e vai dar forma a isso, já acrescenta estas coisas, a interpretação da palavra falada já contém essa forma, já se dirige para uma determinada intenção”.

Trata-se de uma estrutura de articulação narrativa que segue na direção do cinema enquanto via de projeção do pensamento anterior ao filtro da razão. Exatamente aquela em que o dispositivo tenta reproduzir a gênese do pensamento, que a psicanálise identifica como imagens fundamentais e arquetípicas, e que tenta operar através de uma certa sinestesia que compõe a percepção humana. O entusiasmo com que defende esta ligação da oralidade com o cinema se move, inclusive, em direção à orientação ideológica da diretora. Ela conceitua a fala como um canal de nivelamento democrático para o pensamento criativo. “A originalidade é algo que não depende de classe social ou dinheiro. Muitas vezes, a forma como as pessoas usam as palavras, de como as combinam para dizer algo, é muito mais criativa em indivíduos de classes mais baixas, que não tiveram acesso à educação formal e à universidade”. Essa tendência nada original da intelectualidade latino americana, de apego a uma certa singeleza da pobreza – sinal dos tempos de uma América Latina que assistiu na Argentina a derrocada de um modelo econômico dito neoliberal e aparentemente deslocado em meio à falta de auto-estima do continente – não impediu o amadurecimento estético da diretora.

La Mujer Sin Cabeza (Foto: Divulgação)
Cena de La Mujer Sin Cabeza: filme estreou na Flip
.

La Mujer Sin Cabeza, o terceiro longa da carreira de Lucrecia retrata com sutileza o desfiguramento moral da classe média. Depois de Cannes, o filme estreou no continente americano na Flip e cabe aqui aqui uma censura à organização do evento, que confinou a exibição a uma sala quente e abarrotada, a uma platéia submetida a uma sucessão de filas para reservar o ingresso e depois assistir ao filme, projetado em uma tela digna de palestras, no máximo. No enredo, o desmoronamento emocional da protagonista, desencadeado por uma fatalidade, reproduz a forma como a sociedade soterra a própria hipocrisia sob sedimentos de pequenas e ordinárias corrupções. A interpretação de María Onetto atinge contornos do que se poderia ser chamado de um romantismo visceral, materializando com uma precisão pornográfica a diluição de atos e fatos sórdidos no entorpecimento do cotidiano.

Lucrecia Martel (Foto: Conrado Roel)
Lucrecia, direta: “Não há metáforas em meus filmes. As pessoas tem mania de procurar símbolos em tudo”

.
Cinema direto
Assim mesmo, Lucrecia rejeita categoricamente a classificação de suas obras como filmes de crítica à hipocrisia social através de metáforas ou alegorias. Para ela, a criação emerge de um momento de sensibilidade, no momento da concepção, e depois se passa à mão-de-obra, às escolhas conscientes sobre como contar a história, mas que em nenhum momento o que ela faz é colar sugestões para que as pessoas interpretem, como um jogo. “As pessoas têm um vício, uma certa mania de procurar e encontrar símbolos e interpretações em tudo o que vêem. Não tem metáfora nenhuma, de nada (em seus filmes). Quando escrevo ou filmo, não estou jogando com os espectadores”. Mas ao rejeitar esta categorização, Lucrecia acaba por se auto-enquadrar numa outra, a do cinema sinestésico, mais subjetiva, mas que não deixa de recorrer à exploração formal do cinema. O interessante, entretanto, é que justamente aí ela demonstra sua competência e revela seu trunfo conceitual, aquilo que atribui a suas obras o status de universalidade. “No fundo, estou me referindo à solidão. Porque o que me motiva é uma intenção meio condenada ao fracasso (…) que é compartilhar uma percepção. E para isso é preciso compartilhar a percepção do outro e, neste caso, é preciso ocupar um lugar de muita solidão para as pessoas. Porque se há um lugar onde a pessoa está realmente só é no próprio corpo”."

Espero que tenham gostado...coloquei o link pra revista aqui no blog...bjosss...giulas

terça-feira, 15 de julho de 2008

Voltando aos futuros velhos bons tempos...



No começo existia a fotografia e o cinema (fotografia em movimento)!!! Eram as duas de encher os olhos....e assim seguiram por muitas décadas. Com o advento da televisão apareceu um grande e nefasto aliado. O vídeo... porque vamos combinar que ninguém que lê esse blog gosta de vídeo.
Depois de muito tempo, parece que vamos nos ver livres dele...e não demora tanto assim...
Muito depois do vídeo, um outro aliado mais distante, mas também servil à imagem, a fotografia digital, ganhou um terreno gigantesco no mercado consumidor... Cada um no seu mundinho, tanto o vídeo quanto a fotografia digital evoluíram, sem saber que seus destinos os uniria novamente como nos bons tempos...
Com o anuncio da RED, Uma câmera de... de que mesmo??? Filme não é...não leva filme... vídeo também não é, não trabalha em nenhum padrão conhecido anteriormente como vídeo... seria foto??? 24 fotos digitais por segundo??? ainda não exatamente...mas algo que bem aponta para essa direção. Parece que a fotografia digital fala com a filmadora digital como antigamente elas falavam, sem cacarecos como fields, sd,hd, xpto.
Muito bem...mas não acabei...no começo desse ano, a casio (isso mesmo...a casio) aparece com uma nova peça chave nesse casamento. A EX-F1...
A câmera, que é fotográfica, é um passo muito próximo, em sentido contrário, ao que a RED tomou. Ao invés de uma câmera de vídeo que capta como uma fotográfica, a casio fez uma fotográfica que se porta como uma câmera de vídeo.
Pra começar, ela faz um burst (fotos em sequência) de até 60 fotos jpg de 6 megas em 1 segundo. Ou 60 em 2 segundos (a camera trabalha com RAW mas o burst é lento) ... Não faz mais...mas é a primeira alem de ser uma câmera de mil dólares. Ai ela grava um vídeo hd em até 60 quadros por segundo (slow motion!!!!)...Como é uma iniciativa muito pretensiosa, sem boa qualidade para uso, mas como uma impressionante ferramenta para testes e experimentos, a camera fotografa até 1200 frames pro segundo!!!! coisa que apenas poucas câmeras científicas faziam a um pouco de tempo... Parece que as câmeras fotográficas vão trabalhar no cinema e as câmeras de cinema vão ter frames iguais aos das boas câmeras digitais!!!